Estudo aponta alta de solicitações às empresas por de titulares de dados após a LGPD

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Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em setembro de 2020, a quantidade de demandas que as organizações têm recebido de titulares de dados pessoais é alta. De acordo com estudo realizado no Congresso de Direito Digital, Tecnologia e Proteção de Dados, promovido pela Opice Blum Academy, na última semana, 79,3% responderam nesse sentido. 

Entre advogados, profissionais de TI, RH, encarregados de dados pessoais, profissionais de segurança da informação, consultores na área de dados, mais de 204 pessoas responderam às 12 questões apresentadas no Congresso. O objetivo da pesquisa é verificar o nível de maturidade das empresas com relação à adequação à LGPD. 

Quanto maior o volume de demandas, maior o risco de queixas à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e judicialização. Alessandra Borelli, advogada, sócia e diretora–executiva da Opice Blum Academy, diz que “Por isso, uma das primeiras providências é criar um canal de comunicação, para se dar uma atenção aos titulares de dados no menor prazo possível”.

Os entrevistados atuam em segmentos variados como indústria, seguro, financeiro, tecnologia, telecom, saúde, varejo. Do total, quase 20% relataram que a empresa passou por incidente com dados pessoais no último ano. 

Ainda, o levantamento mostra que o papel da educação sobre a LGPD nas organizações parece desvalorizado.

Segundo o levantamento, só 47% reconhecem a importância da educação para a mitigação de riscos”, diz Alessandra. Ela lembra que tais práticas têm valor para fins de accountability. “Serão atenuantes porque a ANPD vai levar essas medidas em consideração, se um incidente acontecer”.

Outro ponto que chama atenção na pesquisa é o fato de 82,6% dos encarregados de dados pessoais, os “DPO” acumularem a função com outras empresas. 

O percentual de empresas que possuem seguro para fazer frente a incidentes de segurança de dados e informação é de 19,1%, considerado baixo pela diretora-executiva. Além disso, apenas 16,2% das empresas participantes da pesquisa pratica a simulação de respostas em caso de incidente. A estratégia é indicada para, caso ocorra uma exposição de dados, a empresa estar preparada. 

Fonte: Valor Econômico

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