O impacto das mudanças pela LGPD para o e-commerce

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Agentes digitais e profissionais de marketing que trabalham com estratégias digitais de e-commerce têm olhado com mais atenção para o mês de agosto, em que foi dada a largada para as sanções administrativas quanto à adequação à nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Canais de e-commerce no país têm acessos altos diariamente demandando informações com dados pessoais de seus usuários que precisam ser tratados com cautela e guiados pela LGPD.

A partir de agora, o direito à privacidade passa a ter outras dimensões no ambiente digital, sendo público ou privado, com um olhar mais atento à proteção das pessoas.

Como seguir com estratégias após as mudanças?

As estratégias continuam, porém, as mudanças serão em como os dados deverão ser coletados e tratados, se em first-party data – quando as informações são fornecidas pelo usuário – ou em third-party data – quando terceiros possuem acesso aos dados do usuário. Se a coleta for com third-party data, será necessária mais cautela, pois, quando a captação de dados é feita de maneira razoável e as informações de tratamento especializado, pode-se trabalhar para que esses dados não sejam rastreáveis. Dessa forma, há possibilidades de continuar com as estratégias para o e-commerce sem a identificação da fonte de dados.

Adaptações com a mudança da lei

Os profissionais que trabalham diretamente com a Internet, seja e-commerce ou marketing digital, precisam fazer um mapeamento geral, analisando o fluxo de negócios e entender o caminho que os dados percorrem. Algumas perguntas pontuais precisam ser feitas antes da coleta:

– Onde essas informações passarão?
– Onde serão compartilhadas?
– Qual o objetivo principal para cada uma?

Durante a elaboração de suas estratégias, os e-commerces precisarão olhar para essas perguntas com mais atenção antes de elaborar suas estratégias digitais.
Além disso, uma análise do que é necessário ser coletado e o que ainda precisa ser mantido, também é de suma importância. A limpeza com dados que excedem informações de dados pessoais já é uma excelente ação para se adaptar. Outro ponto importante é sobre aqueles que irão gerir os acessos aos dados, nesse caso, o interessante é que a empresa tenha como direcionamento um DPOData Protection Officer – ou escritório de advocacia especializado em direito digital para que possa auxiliar em sua adaptação.

A cultura de proteção de dados para todos

O ideal é que a administração do setor de e-commerce e marketing comece a trabalhar a cultura de proteção de dados dentro da empresa, mesmo que um escritório de advocacia tenha a responsabilidade em cuidar sobre a adaptação da lei, ainda sim, todos os envolvidos precisarão estar cientes de como proceder com os dados pessoais recebidos.

Listamos algumas dicas que poderão ajudar o setor de marketing e e-commerce com a cultura de proteção de dados:

  • Analise como é feito o processo da coleta e processamento de dados de seus clientes;
  • Solicite autorização para o uso de cookies;
  • Elimine todo tipo de ação que demonstre intrusão;
  • Esteja sempre atualizado com a lei e suas adequações;
  • Seja sempre transparente ao relatar o porquê do uso dos dados coletados.

Para entender mais sobre Direitos dos titulares e a vida prática, acesse esse conteúdo:
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