Por conta de uma falha de segurança, o WhatsApp está pedindo aos seus usuários que façam a atualização do aplicativo para se protegerem da possibilidade de hackers instalarem um programa espião para acessar dados dos aparelhos, nos sistemas iOS e Android.

“Embora a Lei Geral de Proteção de Dados ainda não esteja em vigor, a orientação de segurança feita pelo WhatsApp atende, pelo menos em parte, aquilo que estabelece a Lei 13.709/18 no que se refere a incidentes de segurança. O artigo 48 da LGPD estabelece que o usuário deve ser comunicado de um incidente de segurança que possa acarretar risco de acesso não autorizado a seus dados e os riscos relacionados a tal incidente. Neste aspecto, a orientação de segurança feita pelo WhatsApp a seus usuários é muito bem-vinda. Todavia, usuários e empresas muito têm a evoluir até a entrada em vigor da nova lei, não só à adequação às suas especificidades, mas de modo a incorporar hábitos de segurança e proteção de dados em suas rotinas pessoais e profissionais”, esclarece o sócio da LBCA e especialista em Direito Digital, Caio Miachon Tenório.

A informação sobre a vulnerabilidade do aplicativo foi publicada inicialmente pelo jornal “Financial Times”, que afirmou ter sido a ferramenta espiã desenvolvida por uma empresa com sede em Israel, chamada NOS Group, que em 2016 foi acusada de espionar um ativista dos Emirados Árabes Unidos. Essa companhia também é responsável pelo programa Pegasus, que pode ativar remotamente câmera e microfone de um telefone e acessar seus dados.

O problema com o WhatsApp, utilizado por cerca de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo, foi descoberto no início de maio e o aplicativo lançou uma atualização em 10 dias e reportou o incidente de segurança para as autoridades norte-americanas.

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